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Grande ABC

Transposição da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê atinge 22% de conclusão

Sabesp detalhou o cronograma do projeto durante audiência pública; novas frentes de trabalho começam ainda neste ano no Grande ABC.

Transposição da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê atinge 22% de conclusão

Em audiência pública virtual realizada em conjunto com a Cetesb na última terça-feira (13), a Sabesp apresentou balanço sobre o projeto de transposição de águas entre o reservatório Billings e o Taiaçupeba. A companhia informou que cerca de 22% dos 38,2 km de tubulações previstos já foram instalados. O término do empreendimento está agendado para dezembro de 2027.

O percurso da infraestrutura abrange os municípios de Suzano, Santo André, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Do total de 22 trechos operacionais mapeados para a região do Grande ABC — que receberá 25 km de encanamento —, sete devem ter suas intervenções iniciadas no decorrer deste ano.

Cronograma e impacto urbano Atualmente, as frentes de trabalho estão ativas em Suzano (desde fevereiro) e em três pontos de Rio Grande da Serra (iniciadas em julho, após liberação da Cetesb). Para os próximos meses, o planejamento prevê:

Santo André: início até o final de outubro na Estrada Velha do Mar e, em novembro, nas ruas Caucaia e Princesa Leopoldina.

São Bernardo do Campo: início das obras previsto ainda para este mês na Estrada Ribeirão Pires.
A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, Samanta Salvador, ressaltou que as vias afetadas passarão por adequações de largura e recapeamento para garantir a segurança no tráfego local, descartando qualquer necessidade de desapropriação de imóveis.

Exigências ambientais e contestação social A obra opera sob Licença Prévia e de Instalação válida emitida pela Cetesb, embora esteja vinculada a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de São Paulo para a realização de EIA/RIMA. Segundo a diretora de Avaliação de Impacto Ambiental do órgão fiscalizador, Mayla Fukushima, a supressão de vegetação nativa na borda das vias será compensada conforme Termo de Recuperação Ambiental firmado com o estado.

Apesar das justificativas técnicas, o projeto enfrenta forte resistência de moradores e da comunidade acadêmica. Durante o encontro, a professora da USCS Marta Marcondes criticou o formato do debate e a expansão viária sobre trechos da Mata Atlântica, apontando escassez de tempo para os questionamentos da população e falta de transparência em relação aos estudos de vazão do Rio Pequeno.

Um novo encontro virtual para discutir o tema deve ser agendado para a primeira metade de novembro.