O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, destaca a importância da inclusão e do combate ao capacitismo. Entre histórias que mostram diferentes formas de superar barreiras, está a do fotógrafo mineiro Luciano Ambrósio, de 57 anos, morador de Ceilândia (DF). Após perder a visão aos 24 anos, ele encontrou na fotografia uma maneira de registrar o mundo a partir de suas próprias percepções.
Luciano descobriu a fotografia há dez anos e utiliza uma câmera com o auxílio de um software de voz. Ele mapeia os ambientes por meio do corpo, percebendo texturas, inclinações, sons e outras características ao redor. Com o celular, recebe descrições do que está diante da câmera e, a partir dessas informações, decide o momento de fotografar. Seu trabalho transforma experiências cotidianas em imagens e palavras, revelando tanto obstáculos quanto novas possibilidades de enxergar os espaços.
Prestes a realizar outro sonho, Luciano prepara a publicação de seu primeiro livro, Meu olhar, prevista para novembro. A edição independente terá 120 páginas, reunindo fotografias e 100 poesias. Sua trajetória evidencia como a arte e a tecnologia podem ampliar possibilidades de expressão e participação, contribuindo para dar visibilidade às experiências e aos direitos das pessoas com deficiência.
